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ADAMASTOR ELEVADOR
Chegou a festa do Santo António. O Santo Eleguá vai mergulhar
No meio da multidão para ouvir a gente cantar
“sambar eu quero sambar até cair, sambar eu quero sambar até cair”
O
Santo Xangó vai mexer as mãos dos batuqueiros
Que até a Santa do mar - lá além da ponte - Yemanjá
vai ter que celebrar, e vai dizer para Yansã,
a
Santa do vento e das tempestades
“manda uma brisa leve, que alivie a dor do pessoal do elevador…”
Uooooh! Elevador, alivia a minha dor
Eleva a minha dor, elevador
Pois a gente bonita encontra-se ao lado da estátua
que olha com olhos de tempestade para o rio.
Mistura de cores sabores e dores que evaporam pelo ar
como fumaza de hashish, espalhada pela brisa do rio.
Gente bonita, cabelo ao vento, nada é proibido na lei do amor.
Gente proibida, nada é bonito, mas tudo é tranquilo no Adamastor…
Uooooh! Adamastor, alivia a minha dor
Daquela dama que me estourou
Gente bonita, cabelo ao vento, nada é proibido na lei do amor
Gente proibida, nada é bonito, mas tudo é tranquilo no Adamastor
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